No Brasil existe a Lei de Inclusão de Pessoas com Deficiência, nº 13.146/2015, também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, essa lei traz vários direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais, tratando de questões como educação, saúde, moradia e trabalho. Porém, mesmo com essa lei no ordenamento jurídico brasileiro , o preconceito e a descriminação ainda são barreiras enfrentadas diariamente pelas pessoas especiais, distanciando-as de uma vida igualitária e sem preconceitos.
Diante disso, e visando proporcionar uma maior inclusão para as pessoas com deficiências, uma escola de dança vem desenvolvendo um trabalho de inclusão social para a população cadeirante em Brasília. O Instituto Avivarte busca por meio da dança melhorar o convívio social de pessoas com necessidades especiais.
O Instituto Avivarte foi fundado em 2006 por Janaires Pires Mendes, onde oferece aulas gratuitas aos cadeirantes e familiares. O projeto nasceu quando Janaires procurou uma atividade física para ajudar em um problema de saúde dela, foi ai que ela percebeu a escassez de programas sociais que viabilizam a inclusão de pessoas com necessidades especiais, como também o quanto a dança pode trazer prazer e benefícios ao corpo e mente. Diante dessa experiência, ela começou com um pequeno grupo de dança para crianças e idosos em uma igreja, porém o resultado foi tão satisfatório que ela decidiu criar o instituto. O Instituto Avivarte traz como lema principal “Dança, Arte e Cidadania”, oferecendo aulas de dança para todo tipo de publico, andante e cadeirante, com diversos estilos musicais. O principal papel do instituto é proporcionar, especialmente, aos cadeirantes uma maior inclusão social. .
“A dança foi algo que me fez tão bem quando eu precisei que me faz querer repassar isso a quem precisa também, por isso não cobro pelas aulas dos deficientes”, diz Jane e completa: “os benefícios não são apenas para os cadeirantes, é para a família toda”.
Dentre os integrantes do Instituto Avivarte, uma delas é Ana Luíza, uma criança de apenas oito anos, que a partir da dança descobriu sua nova paixão e uma maneira de socializar com as outras pessoas, contagiando todos que estão por perto com sua felicidade por estar dançando. Diante disso, percebemos como as atividades inclusivas são importantes para o crescimento e amadurecimento da criança e dos demais entes da sociedade, por isso, devemos cada vez mais buscar politicas publicas que viabilizem uma igualdade de direitos, principalmente no que tange os direitos fundamentais de igualdade.
Por Júlia Teixeira