
Por Júlia Teixeira
A Escola Viva Olho do Tempo surgiu em 2004, com a necessidade de oferecer, à juventude residente no entorno do rio Gramame, atividades culturais e oficinas por meio de ações compartilhadas de cultura, meio ambiente e tecnologia digital.
A iniciativa é credenciada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e recebe auxílio financeiro de entidades privadas como o Itaú Cultural e Criança Esperança. A sua construção foi tecida em torno de dois focos: a preservação dos olhos d’agua (08 nascentes) e atender, pontualmente, as crianças e adolescentes do entorno. Desta maneira, as ações realizadas pela escola são pautadas pela religação dos moradores da região aos seus valores culturais pautados em seu tradicional modo de viver e seu contato permanente com a natureza.
O trabalho é organizado pela mestra Doci, que ajuda os jovens da instituição a resgatar seus valores com um trabalho de empoderamento e cultural através de aulas de música, dança, esporte, percussão, leitura, memória, informática, teatro e projetos de ecoturismo, estação digital, museu, reflorestamento, ‘Caminhada de São José’ e o São João Rural.
A Olho do Tempo atende prioritariamente 130 crianças e adolescentes de 06 a 17 anos, moradores das oitos (08) comunidades urbana, rurais, semi-rurais e quilombola do Vale do Gramame/PB, a mesma, possui uma história que remonta as experiências educacionais com base na pedagogia Griô, Educação Popular e Holística. Diante disso, percebemos que ações como essas visam uma maior aplicabilidade dos direitos humanos na sociedade em que estamos, onde muitas vezes o preconceito toma conta e deixamos de lado os direitos fundamentais.