
Tanitoluwa Adewumi, que mora com sua família em um abrigo na cidade de Nova York, passou de novato em xadrez a campeão de xadrez em pouco mais de um ano. Christopher Lee para o New York Times.
Este é Tanitoluwa Adewumi, uma criança de 8 anos que busca, juntamente com sua família, aprovação do governo norte-americano para permanecer em território estadunidense. Tudo começou com Tani, assim que chamam Tanitoluwa, e sua família fugindo da Nigéria, por perseguição do grupo terrorista Boko Haram, que são contra cristãos. Chegaram aos Estados Unidos em 2017, e desde então estavam vivendo em um abrigo. Ele iniciou sua jornada para o “milagre” em uma escola local, PS116, em que um professor investiu tempo em Tani e o ajudou a desenvolver sua capacidade em xadrez.
Acontece que, Tani venceu a competição de xadrez em Nova Yorque, passando à frente de crianças de escolas particulares, e até mesmo crianças com mais experiência. Cristopher Lee, colunista do jornal New York Times, escreveu uma matéria sobre Tani e sua conquista improvável. E diante da coluna exposta, vários leitores se dispuseram a doar dinheiro, casa, carro e até mobília para Tani e sua família, abrindo portas em território estadunidense. Mesmo diante de políticas extremas, houve uma esperança para Tani.
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Criança, o princípio VII :
“A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidades – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade.”
Ainda, a convenção sobre os Direitos da Criança, em seu artigo 22 º , parágrafo primeiro:
“Os Estados Partes tomam as medidas necessárias para que a criança que requeira o estatuto de refugiado ou que seja considerada refugiado, de harmonia com as normas e processos de direito internacional ou nacional aplicáveis, quer se encontre só, quer acompanhada de seus pais ou de qualquer outra pessoa, beneficie de adequada protecção e assistência humanitária, de forma a permitir o gozo dos direitos reconhecidos pela presente Convenção e outros instrumentos internacionais relativos aos direitos do homem ou de carácter humanitário, de que os referidos Estados sejam Partes. “
A história de Tani revela que há possibilidade de refugiados serem inseridos na cultura do país receptor, sem subjugá-los a trabalhos subumanos com cargas horárias abusivas. Dentro das oportunidades oferecidas a Tani, que facilitou sua adaptação e sua qualidade de vida. Crianças que, em diversas situações, enquanto refugiadas são apresentadas a cenários de calamidade, tem pouca chance de se desenvolverem socialmente, culturalmente e submetidas a viverem em regiões sem alimentação, sem saneamento básico, sem proteção. Violando, principalmente, o artigo 24º da mesma Convenção sobre os Direitos da Criança:
“Os Estados Partes reconhecem à criança o direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos e de reeducação. Os Estados Partes velam pela garantia de que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a tais serviços de saúde.”
REFERÊNCIAS:
IMAGEM E FONTE DE DADOS:
https://www.nytimes.com/2019/03/16/opinion/sunday/chess-champion-8-year-old-homeless-refugee-.html
ARTIGOS DA CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA:
https://www.unric.org/html/portuguese/humanrights/Crianca.pdf
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA:
http://www.crianca.mppr.mp.br/pagina-1069.html
(Vitória Lima L. Cavalcanti)