De acordo com a publicação do Correio Braziliense, em 15 de março de 2019, a rede do Colégio Vitória Régia adotou um sistema virtual para receber as denúncias de bullying. Esse método consiste no seguinte: Disponibiliza-se um formulário do Google Forms para que alunos, familiares e responsáveis possam denunciar as práticas violentas de maneira anônima.
O ponto de referência para o emprego dessa plataforma foi a tragédia de Suzano (SP), onde dois ex-alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil invadiram a mesma, abriram fogo e desferiram golpes de machadinha contra estudantes e funcionários do estabelecimento de ensino. Ao saberem do acontecimento, os pais e responsáveis dos estudantes do Colégio Vitória Régia, temendo que a tragédia se repita em seu ambiente escolar, procuraram a coordenação de ensino solicitando métodos de prevenção. Logo, a equipe pedagógica teve a ideia de criar esse mecanismo com o intuito de combater tais práticas.
Além disso, existem mais mecanismos que foram formulados pela rede de ensino e que já vêm sendo empregados como o acompanhamento por psicólogos e uma equipe multidisciplinar de alunos com depressão, alunos desmotivados com a vida, e o projeto “Escola para pais”, onde palestras foram ministradas por psicólogos para os pais e responsáveis dos estudantes. Vale ressaltar também que a escola prestou homenagem às vítimas da chacina de Suzano, reunindo os alunos no pátio e fazendo uma corrente de oração pelos falecidos, feridos e familiares.
O bullying é uma prática violenta com o intuito de ameaçar, tiranizar ou oprimir uma pessoa. Nota-se um elevado crescimento em todas as partes do mundo, principalmente no ambiente escolar. É fundamental tratar desse assunto nos estabelecimentos de ensino, visto que é nesse próprio ambiente que se constroem os aspectos intelectual, social e cultural de cada indivíduo.
Quando ocorre o bullying na escola, a instituição tem total responsabilidade sobre o ocorrido e, por isso, deve promover várias políticas institucionais para identificar tais práticas proibidas e combatê-las, proporcionando atividades para conscientizar todo corpo social.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é obrigação da família, sociedade (nesse contexto estão inseridas as escolas) e do Poder Público tratar o bullying. Cada unidade tem seu papel para combatê-lo. Vale ressaltar que o ECA prevê tais práticas violentas e medidas de proteção podem ser tomadas em determinadas situações.
As consequências dessas ações de ameaças, tirania e opressão contra uma pessoa podem acarretar tanto lesões físicas, às vezes, até mesmo irreversíveis, quanto efeitos mais preocupantes, que são as sequelas à saúde mental.
Por isso, faz-necessário uma movimentação em massa da sociedade, principalmente nos estabelecimentos de ensino, com o intuito de sempre colocar esse assunto em pauta, buscando bastante diálogo e a promoção de políticas institucionais para conscientizar toda a comunidade sobre os efeitos drásticos do bullying para o ser humano.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Escola de Brasília cria iniciativa para denúncia virtual de Bullying. Disponível em: < https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2019/03/15/ensino_educacaobasica_interna,743321/escola-de-brasilia-cria-iniciativa-para-denuncia-virtual-de-bullying.shtml >.
Acessado em 10 de abril de 2019.
(IMAGEM). Disponível em:
< https://www.paulista.pe.gov.br/site/noticias/detalhes/6098 >. Acessado em 10 de abril de 2019.
Krislaine Oliveira