Antes de abordar o tema sobre o autismo nas escolas, é preciso conceituá-lo. O autismo, ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) corresponde à um transtorno do desenvolvimento, ou seja, surge no período inicial de vida (primeiros anos) e atinge a capacidade de comunicação e interatividade social.
Além disso, existem mais de um tipo e nível de autismo e, até então, não foi encontrado o fato que o causa. Por esse motivo, a identificação do transtorno é feita através da observação direta do paciente.
A quantidade de autistas no Brasil é crescente, consequentemente, aumentando também a necessidade de trabalhar essa temática nos mais variados aspectos.
Diante do exposto, é clarividente a importância do trabalho de todos os profissionais da educação, bem como as políticas institucionais referentes à inclusão de crianças com autismo nos estabelecimentos de ensino.
Os autistas são tidos como deficientes perante a lei e possuem vários benefícios garantidos por ela, dentre eles o direito de poder integrar a rede regular de ensino.
As escolas inclusivas são essenciais para desenvolver habilidades e aprimorar o convívio social, mas para que isso se concretize faz-se necessário o empenho dos profissionais especializados da educação e do professor vinculado ao aluno. Ademais, o papel da família é imprescindível para o fator inclusão, estabelecendo um vínculo estreito entre família-escola, onde a família também é preparada para lidar com essa situação.
É possível observar que para um bom desempenho do aluno, além de ter profissionais especializados em seu núcleo escolar, as instituições de ensino devem promover ações de capacitação dos mesmos, através das formações continuadas adaptadas as deficiências. Diante disso, nota-se que a realidade do autismo nas escolas públicas é muito mais delicada devido à precariedade e limitação do setor público nesse sistema de inclusão.
Os resultados referentes à evolução da criança autista quando inseridas nas escolas é real, entretanto, há muitos desafios ainda a ser superados. O somatório do trabalho especializado, com o emprego da educação continuada e com a atuação familiar na formação infantil é a chave para o desenvolvimento de competências e inserção dos autistas no relacionamento social.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
“A educação de crianças autistas: dificuldades e possibilidades”. Disponível em: < http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2016/relatorios_pdf/ctch/EDU/EDU-Luciana_Oliveira.pdf >. Acessado em 16 de abril de 2019.
”Autismo na escola: pontos e contrapontos na escola inclusiva.” Disponível em: < https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/autismo-na-escola-pontos-contrapontos-na-escola-inclusiva.htm >. Acessado em 16 de abril de 2019.
“Conheça 4 tipos de autismo e suas características.” Disponível em: < https://www.psicologiaviva.com.br/blog/tipos-de-autismo/ >. Acessado em 16 de abril de 2019.
(IMAGEM). Disponível em: < https://pixabay.com/pt/photos/fam%C3%ADlia-parentalidade-juntos-1784371/ >. Acessado em 16 de abril de 2019.
Krislaine Oliveira




