A verdade por trás da batina.

Exponho aqui a notícia do jornal G1, esclarecendo que não concordo com a difamação da instituição da igreja por uma atitude de um representante da mesma.

O depoimento de um ex-seminarista da Paraíba traz novas acusações de assédio sexual contra o arcebispo emérito dom Aldo Di Cillo Pagotto, que foi arcebispo da Paraíba até julho deste ano, quando renunciou ao cargo. O G1 teve acesso a um trecho do depoimento de uma das três testemunhas citadas pela defesa de Mariana José Araújo da Silva, que foi acusada pelo bispo de calúnia e difamação. O relato ao Ministério Público do Trabalho (MPT) foi anexado a uma ação na Justiça comum. Ao G1, a defesa do religioso nega todas as acusações.

“Que o arcebispo aconselhou o depoente que ‘deixasse de besteira e que vocação seria irrelevante para um jovem bonito e apreciado como o depoente, acariciando os seus órgãos sexuais; que o arcebispo disse então ao depoente: ‘vamos fazer o ato! Só tem nós dois aqui e ninguém vai nos incomodar’, fazendo gestos obscenos com seu órgão sexual. Que o arcebispo acariciou o seu próprio órgão sexual”, diz um trecho do depoimento.PCP

Os depoimentos, segundo a defesa de Mariana, “revelam, de forma assustadora, uma verdadeira rede de pedofilia incrustada dentro da Igreja Católica, comandada pelo Querelante, seja pela ação ou omissão”.

O depoimento foi dado no dia 30 de novembro de 2015 ao procurador do Trabalho Eduardo Varandas Araruna, durante a investigação preliminar. Os depoimentos, colhidos durante as investigações do Ministério Público do Trabalho, ficaram disponíveis para consulta depois que a defesa de Mariana os anexou em suas alegações do processo que corre na Justiça comum.

O processo contra Dom Aldo, no âmbito da Justiça do Trabalho, corre em segredo de justiça. No entanto, a ação de queixa-crime movida por Dom Aldo contra Mariana, na Justiça Estadual, é de consulta pública.

O advogado de Dom Aldo, Sheyner Asfora, disse ao G1 que o arcebispo emérito nega qualquer tipo de envolvimento em casos de assédio sexual e pedofilia e afirma que não foi autor de nada que está descrito nos depoimentos. Ele ainda afirma que havia um grupo dentro da Igreja que fazia oposição a Dom Aldo e que essas pessoas poderiam estar por trás tanto da carta escrita por Mariana – que denuncia acobertamento de casos de pedofilia por parte de padres e seminaristas – quanto dos depoimentos dados ao MPT.

Asfora explicou, ainda, que tinha solicitado acesso ao conteúdo dos depoimentos em juízo, mas teve o pedido negado. Ele enfatizou que o processo tramita em “segredo absoluto perante o MPT. “Por incrível que pareça, numa ação penal em que ele é vítima, ele é surpreendido com esses depoimentos. Em vez de ela se defender, a estratégia dela é criminalizar Dom Aldo”, comentou.

A assessoria de imprensa da Arquidiocese da Paraíba informou que, como o processo foi movido pela pessoa de Dom Aldo, não vai se pronunciar sobre o caso.

Entenda o caso
Em uma carta enviada ao Vaticano em 2015, uma mulher relatou que Dom Aldo mantinha relação afetiva e sexual com um jovem de 18 anos e permitia e encobria o relacionamento de padres e seminaristas com crianças e adolescentes. No mesmo ano, segundo a agência de notícias AFP, o arcebispo foi alvo de visitas canônicas e teria sido impedido de ordenar novos padres.

No mês de julho deste ano, Dom Aldo apresentou uma carta de renúncia, que foi aceita pela Congregação para os Bispos e um decreto do Papa Francisco sobre a renúncia foi publicado no site do Vaticano. Ao aceitar a renúncia de Dom Aldo, o Papa nomeou Dom Genival Saraiva de França como Administrador Apostólico da Arquidiocese até que um novo arcebispo seja nomeado.

Na carta, Dom Aldo, que esteve à frente da Igreja Católica na região de João Pessoa por 12 anos, afirma que cometeu erros “por confiar demais, numa ingênua misericórdia”. “Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério”, destaca.

Referências:
http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/09/ex-seminarista-da-pb-diz-ter-sofrido-assedio-sexual-de-bispo-dom-aldo.html

Vitória Lima Lins Cavalcanti

INCLUSÃO DAS CRIANÇAS COM AUTISMO NAS ESCOLAS

Antes de abordar o tema sobre o autismo nas escolas, é preciso conceituá-lo. O autismo, ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) corresponde à um transtorno do desenvolvimento, ou seja, surge no período inicial de vida (primeiros anos) e atinge a capacidade de comunicação e interatividade social.

Além disso, existem mais de um tipo e nível de autismo e, até então, não foi encontrado o fato que o causa. Por esse motivo, a identificação do transtorno é feita através da observação direta do paciente.

A quantidade de autistas no Brasil é crescente, consequentemente, aumentando também a necessidade de trabalhar essa temática nos mais variados aspectos.

Diante do exposto, é clarividente a importância do trabalho de todos os profissionais da educação, bem como as políticas institucionais referentes à inclusão de crianças com autismo nos estabelecimentos de ensino.

Os autistas são tidos como deficientes perante a lei e possuem vários benefícios garantidos por ela, dentre eles o direito de poder integrar a rede regular de ensino.

 As escolas inclusivas são essenciais para desenvolver habilidades e aprimorar o convívio social, mas para que isso se concretize faz-se necessário o empenho dos profissionais especializados da educação e do professor vinculado ao aluno. Ademais, o papel da família é imprescindível para o fator inclusão, estabelecendo um vínculo estreito entre família-escola, onde a família também é preparada para lidar com essa situação.

É possível observar que para um bom desempenho do aluno, além de ter profissionais especializados em seu núcleo escolar, as instituições de ensino devem promover ações de capacitação dos mesmos, através das formações continuadas adaptadas as deficiências. Diante disso, nota-se que a realidade do autismo nas escolas públicas é muito mais delicada devido à precariedade e limitação do setor público nesse sistema de inclusão.

Os resultados referentes à evolução da criança autista quando inseridas nas escolas é real, entretanto, há muitos desafios ainda a ser superados. O somatório do trabalho especializado, com o emprego da educação continuada e com a atuação familiar na formação infantil é a chave para o desenvolvimento de competências e inserção dos autistas no relacionamento social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

“A educação de crianças autistas: dificuldades e possibilidades”. Disponível em: < http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2016/relatorios_pdf/ctch/EDU/EDU-Luciana_Oliveira.pdf >. Acessado em 16 de abril de 2019.

”Autismo na escola: pontos e contrapontos na escola inclusiva.” Disponível em: < https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/autismo-na-escola-pontos-contrapontos-na-escola-inclusiva.htm >. Acessado em 16 de abril de 2019.

“Conheça 4 tipos de autismo e suas características.” Disponível em: < https://www.psicologiaviva.com.br/blog/tipos-de-autismo/ >. Acessado em 16 de abril de 2019.

(IMAGEM). Disponível em: < https://pixabay.com/pt/photos/fam%C3%ADlia-parentalidade-juntos-1784371/ >. Acessado em 16 de abril de 2019.

Krislaine Oliveira

GAROTO TEVE SUA MATRÍCULA ESCOLAR NEGADA POR CAUSA DO SEU CABELO BLACK POWER

Na publicação do dia 14 de março de 2019, o site UOL Notícias relatou que um garoto com cabelo black power, e apenas oito anos de idade, não conseguiu realizar sua matrícula em uma escola no estado do Maranhão.

O fato ocorreu na Escola Professora Augusta Maria Costa, no município de São José de Ribamar, no Maranhão, quando a mãe do garoto foi encaminhar a transferência escolar e a diretora Helenita Rita Sousa relatou que para se matricular naquele estabelecimento, a criança deveria cortar o cabelo com o intuito de se enquadrar no “padrão” da instituição.

Vale ressaltar também que o menino possui autismo e está no 3º ano do ensino fundamental e só buscou a transferência porque a escola que ele estudou anteriormente só vai até o 2º ano do fundamental.

Após o episódio, o pai da criança fez uma denúncia por racismo ao registrar um Boletim de Ocorrência e aguarda a conclusão do inquérito policial para o encaminhamento do caso ao Ministério Público. Ademais, os efeitos do ocorrido não atingiram só os pais, pois de acordo com os mesmos, o filho desenvolveu pânico e aversão ao termo escola, e, mesmo com uma possível liberação de matrícula, a família não confia mais na instituição, bem como não irá cortar o cabelo da criança.

Em contrapartida, a diretoria nega racismo ao dizer que os documentos do garoto só foram devolvidos porque a mãe ficou de resolver se iria cortar o cabelo do filho ou não e que a instituição possui um “padrão de corte social” adotado para ser utilizado em todos os alunos.

Ao analisar o caso em questão, nota-se que a ação da diretora atinge os direitos da criança e do adolescente ao impedir a inserção de uma criança devido ao seu estilo de cabelo. Essa atitude representa uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente e refere-se à prática de racismo.

A escola é um ambiente de formação intelectual, cultural e social, e como tal, precisa entender e lidar com a diversidade da coletividade. É imprescindível que o ambiente escolar saiba trabalhar com as diferenças e propagar, sobretudo, a inclusão e o respeito para com o próximo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

“Menino tem matrícula negada em escola por seu cabelo black power.” Disponível em: < https://catracalivre.com.br/cidadania/menino-tem-matricula-negada-em-escola-por-seu-cabelo-black-power/ >. Acessado em 15 de abril de 2019.

“Menino com cabelo black power tem matrícula recusada; diretora nega racismo.” Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/03/14/crianca-autista-tem-matricula-escolar-recusada-por-usar-cabelo-black-power.htm >. Acessado em 15 de abril de 2019.

“OAB debate caso de estudante barrado por causa de cabelo black power”. Disponível em: < https://imirante.com/oestadoma/noticias/2019/03/15/oab-debate-caso-de-estudante-barrado-por-causa-de-cabelo-black-power/ >. Acessado em 15 de abril de 2019.

(IMAGEM). Disponível em: < https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/03/14/crianca-autista-tem-matricula-escolar-recusada-por-usar-cabelo-black-power.htm >. Acessado em 15 de abril de 2019.

Krislaine Oliveira

REDE DE ENSINO EM BRASÍLIA ELABORA UMA PLATAFORMA VIRTUAL PARA COMBATER O BULLYNG NAS ESCOLAS

De acordo com a publicação do Correio Braziliense, em 15 de março de 2019, a rede do Colégio Vitória Régia adotou um sistema virtual para receber as denúncias de bullying. Esse método consiste no seguinte: Disponibiliza-se um formulário do Google Forms para que alunos, familiares e responsáveis possam denunciar as práticas violentas de maneira anônima.

O ponto de referência para o emprego dessa plataforma foi a tragédia de Suzano (SP), onde dois ex-alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil invadiram a mesma, abriram fogo e desferiram golpes de machadinha contra estudantes e funcionários do estabelecimento de ensino. Ao saberem do acontecimento, os pais e responsáveis dos estudantes do Colégio Vitória Régia, temendo que a tragédia se repita em seu ambiente escolar, procuraram a coordenação de ensino solicitando métodos de prevenção. Logo, a equipe pedagógica teve a ideia de criar esse mecanismo com o intuito de combater tais práticas.

Além disso, existem mais mecanismos que foram formulados pela rede de ensino e que já vêm sendo empregados como o acompanhamento por psicólogos e uma equipe multidisciplinar de alunos com depressão, alunos  desmotivados com a vida, e o projeto “Escola para pais”, onde palestras foram ministradas por psicólogos para os pais e responsáveis dos estudantes. Vale ressaltar também que a escola prestou homenagem às vítimas da chacina de Suzano, reunindo os alunos no pátio e fazendo uma corrente de oração pelos falecidos, feridos e familiares.

O bullying é uma prática violenta com o intuito de ameaçar, tiranizar ou oprimir uma pessoa. Nota-se um elevado crescimento em todas as partes do mundo, principalmente no ambiente escolar. É fundamental tratar desse assunto nos estabelecimentos de ensino, visto que é nesse próprio ambiente que se constroem os aspectos intelectual, social e cultural de cada indivíduo.

Quando ocorre o bullying na escola, a instituição tem total responsabilidade sobre o ocorrido e, por isso, deve promover várias políticas institucionais para identificar tais práticas proibidas e combatê-las, proporcionando atividades para conscientizar todo corpo social.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é obrigação da família, sociedade (nesse contexto estão inseridas as escolas) e do Poder Público tratar o bullying. Cada unidade tem seu papel para combatê-lo. Vale ressaltar que o ECA prevê tais práticas violentas e medidas de proteção podem ser tomadas em determinadas situações.

As consequências dessas ações de ameaças, tirania e opressão contra uma pessoa podem acarretar tanto lesões físicas, às vezes, até mesmo irreversíveis, quanto efeitos mais preocupantes, que são as sequelas à saúde mental.

Por isso, faz-necessário uma movimentação em massa da sociedade, principalmente nos estabelecimentos de ensino, com o intuito de sempre colocar esse assunto em pauta, buscando bastante diálogo e a promoção de políticas institucionais para conscientizar toda a comunidade sobre os efeitos drásticos do bullying para o ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Escola de Brasília cria iniciativa para denúncia virtual de Bullying. Disponível em: < https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2019/03/15/ensino_educacaobasica_interna,743321/escola-de-brasilia-cria-iniciativa-para-denuncia-virtual-de-bullying.shtml >.
Acessado em 10 de abril de 2019.

(IMAGEM). Disponível em:
< https://www.paulista.pe.gov.br/site/noticias/detalhes/6098 >. Acessado em 10 de abril de 2019.

Krislaine Oliveira

A crítica visual de Pawel Kuczynski

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A imagem acima é uma das obras do artista polonês Pawel Kuczynski, o qual desenha, sobretudo, obras com teor satírico e que representam a realidade das sociedades contemporâneas, no que tange, por exemplo, a política, a desigualdade social e outros temas.

Analisando o desenho, nota-se elementos que distinguem os dois meninos, tais como: as vestimentas, o tipo de trem que eles carregam e a postura ( o garoto que está vestido de forma mais simples se encontra de cabeça para baixo, enquanto o outro garoto o olha “de cima para baixo”),esses elementos, permitem a pessoa que vê a imagem inferir que se tratam de dois garotos que vivem realidades socioeconômicas distintas.

No que concerne aos Direitos Humanos, na figura é mostrada uma prática do trabalho infantil, a qual consiste em uma violação desses direitos, uma vez que o primeiro menino está trabalhando, conduzindo um vagão de trem que carrega carvão, supostamente para aumentar a sua renda familiar. É importante ressaltar que em diversas convenções de Direitos Humanos e no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) são impostos diversos limites a essa prática, no entanto, ela existe no mundo inteiro.

Destarte, o autor trabalha as questões de desigualdade social e do trabalho infantil com uma riqueza de elementos visuais e conceitualmente críticos. Isso provoca, inclusive reflexões ao seu público sobre a necessidade de se ter empatia pelo o outro, principalmente, aquele que vivencia uma realidade diferente da sua e é submetido a condições socialmente degradantes, como o trabalho infantil.

Referências:

Disponível em: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=17803 Acessado em: 24 de abril de 2019.

Disponível em: <http://www.sermelhor.com.br/espaco/40-ilustracoes-criticas-de-pawel-kuczynski.html Acessado em: 24 de abril de 2019.

Rebeca Alexandria

“Lugar de criança é na escola!”

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A escola é um importante espaço em que o aluno adquire novos conhecimentos acerca do cotidiano e de disciplinas da grade curricular. Ademais, o ambiente educacional cumpre um papel de complementar a formação do indivíduo, a qual começa em casa, preparando-o para o convívio em sociedade e para o desenvolvimento de seu intelecto.

Infelizmente, segundo o IBGE, no ano de 2018, foi constatado que mais de 2 milhões de crianças não frequentam a escola no país. Tal dado é preocupante, uma vez que isso fere o direito fundamental à educação, conforme previsto na Constituição Federal, como direito social no artigo 6°, além de debilitar a formação dessa criança e seu desenvolvimento.

No que tange aos Direitos Humanos, no ano de 1946, no pós-guerra, a ONU reconheceu o papel da educação como agente transformador para a reconstrução, sobretudo, ideológica de sociedades envolvidas nesse conflito. Esse direito obteve inclusive respaldo, principalmente, no artigo 26 da Declaração dos Direitos Humanos.

Diante disso, embora existam inúmeras leis que ilustram a importância da educação, o índice de crianças que não usufruem do direito à educação é exorbitante, assim, com o fito de ampliar o acesso à educação é necessária a intensificação de políticas públicas que estimulem as crianças a frequentarem a escola, como a garantia de benefícios sociais a famílias que mantenham esses jovens na escola.

Referências:

Disponível em: <https://www.portalt5.com.br/noticias/brasil/2018/1/51467-ibge-mais-de-2-milhoes-de-criancas-estao-fora-das-escolas-no-pais Acessado em: 24 de abril de 2019.

Disponível em: <https://canaldoensino.com.br/blog/qual-e-a-importancia-da-escola-na-formacao-do-cidadao Acessado em: 24 de abril de 2019.

Rebeca Alexandria

Crianças em condições subumanas nos lixões

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Sob intenso e um ar asfixiante, repleto de gases de forte odor, uma enorme quantidade de resíduos sobre seus pés e demais partes do corpo, repletos de organismos hospedeiros de doenças, como ratos, mosquitos, vermes e microrganismos, inúmeras crianças vivenciam essa realidade nos lixões.

No que tange ao dia a dia dessas crianças, grande parte delas são submetidas a práticas de trabalho infantil, como, catação de lixo, prostituição infantil e tráfico de drogas. Diante dessa realidade, nota-se o constante estado de abandono vivenciado por essas crianças, diariamente, além da falta de amparo legal a esse grupo para que crianças que vivem nessa realidade garantam seus direitos fundamentais previstos na Constituição, tais como direito à moradia, boa alimentação, saúde, lazer e outros.

Diante dessa realidade, os Direitos Humanos devem inspirar a criação de políticas públicas por parte de governos que visem, principalmente, a garantia dos direitos básicos para essas crianças, a fim de que elas tenham uma vida digna e possam melhor se inserir na sociedade. Portanto, os Direitos Humanos têm o papel, sobretudo, de defendê-las.

Referência:

Disponível em:<http://especiais.correiobraziliense.com.br/lixao-um-problema-de-todos-nos Acessado em 24 de abril de 2019.

Rebeca Alexandria

Um estranho em sua casa

A adoção é um “olhar” para o outro não apenas como uma forma de fazer a caridade, é você prestar assistência a outro indivíduo e o ver como alguém semelhante a você. A beleza nessa ação está em o indivíduo receber um “estranho em sua casa”, dedicar a ele atenção, cuidados e garantir a essa criança acesso aos seus direitos sociais a ela. Além disso, a adoção é um gesto que da ênfase, sobretudo, para o indivíduo que adota, a dádiva de se ter um filho e para a criança, o fim de uma busca de uma família.

Todavia, segundo o site “G1”, no ano de 2016, a fila de adoção contemplava aproximadamente um número de 6,5 mil crianças no Brasil. Diante desse dado, é evidente que o índice de crianças que não possuem tutor legal e que a maioria dos direitos sociais que deveriam ser garantidos, estão,plenamente presentes na vida dessas crianças é um problema alarmante.

Nesse contexto,vale ressaltar que a adoção é um direito que possui amparo,sobretudo, nos artigos 1618 ao 1629 e no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos artigos 39 ao 52. Além disso, de acordo com o “Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos”, o direito a acolhimento e à convivência familiar, é defendido como direito fundamental pelos Direitos Humanos.

Diante disso, juridicamente e moralmente, a adoção que esteja de conformidade com a lei e seus pré-requisitos é válida e respaldada pelo Código Civil, pelo ECA e pelos Direitos Humanos.


REFERÊNCIAS:

Disponível em:<http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=5881> Acessado em 24 de abril de 2019.

Disponível em:<https://brasil.mylex.net/legislacao/estatuto-crianca-adolescente-eca-art39_67089.html> Acessado em 24 de abril de 2019.

Disponível em:<http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2016/05/fila-de-adocao-tem-mais- de-65-mil-criancas-e-adolescentes-no-brasil.html> Acessado em 24 de abril de 2019.

Disponível em:<http://www.tjal.jus.br/corregedoria/cejai/codigocivil2002.pdf> Acessado em 24 de abril de 2019.

Disponível em:<https://www.mdh.gov.br/navegue-por-temas/crianca-e-adolescente/adocao-e-acolhimento> Acessado em 24 de abril de 2019.

Rebeca Alexandria

Abuso Sexual na Infância

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Infelizmente diversos casos de denuncia de abuso sexual só aparecem em relatos de adultos, visto que, muitas vezes quando ocorriam esses crimes a criança era silenciada, sem poder expressar seus sofrimentos. Ao analisar dados do Ministério da Saúde, percebemos que o abuso sexual infantil ocupa o segundo lugar das violências mais sofridas por crianças, por isso, precisamos cada vez mais debater e se preocupar com a diminuição deste índice, visto que, as consequências desse crime brutal podem permanecer durante toda a vida.  

Diante disso, muitas vezes esses crimes ocorrem no ambiente familiar, de relacionamentos da família ou por pessoas desconhecidas, que usam a vitima fazendo ofertas de brinquedos ou comidas, chantagem emocional ou até mesmo ameaças contra a vítima.

Diante do exposto, precisamos entender que a violência sexual interfere de forma negativa na formação psicológica do menor, possibilitando a este maiores riscos de depressão e rejeição de si mesmo. Por isso, precisamos cada vez mais buscar combater esses crimes previstos no Código Penal, visando uma diminuição do seu índice, como também uma punição justa para os infratores, pois esse ato pode prejudicar toda uma vida.

Portanto, para que um ser humano tenha uma vida digna é preciso um bom tratamento na infância, não sofrendo nenhum tipo de agressões, sejam ela físicas ou psíquicas, pois isso a falta disso pode resultar em consequências cruéis para toda a vida, como também os direitos humanos precisam ser respeitados, visto que, eles são o principal fundamento da nossa Constituição, visando assim proporcionar uma vida igualitária para todos.

                                                                                                         Por Júlia Teixeira

Mágico de Oz – Racionais Mc’s

Aquele moleque, sobrevive como manda o dia a dia
Tá na correria, como vive a maioria
Preto desde nascença escuro de sol
Eu tô pra ver ali igual no futebol
Sair um dia das ruas é a meta final
Viver decente, sem ter na mente o mal
Tem o instinto, que a liberdade deu
Tem a malícia, que cada esquina deu
Conhece puta, traficante ladrão
Toda raça, uma par de alucinado e nunca embaço
Confia nele mais do que na polícia
Quem confia em polícia, eu não sou louco
A noite chega, e o frio também
Sem demora e a pedra
O consumo aumenta a cada hora
Pra aquecer ou pra esquecer
Viciar, deve ser pra se adormecer
Pra sonhar, viajar na paranoiana escuridão
Um poço fundo de lama, mais um irmão
Não quer crescer, ser fugitivo do passado
Envergonhar-se aos 25 ter chegado
Queria que deus ouvisse a minha voz
E transformasse aqui no mundo mágico de oz

(…)

A música nos confronta com a realidade de uma infância desenvolvida no meio do tráfico. O primeiro contato da criança com o “mundo real”, deveria ser em com sua família, tendo um ambiente seguro para desenvolver seus sonhos. Porém, podemos perceber que essa realidade existe apenas para uma parcela da população, no dia a dia do tráfico, crianças são inseridas por consequência, por viverem naquele meio e almejarem um dia estar envolvidas no tráfico também. Os traficantes são os grandes empresários, médicos, juízes, eles ocupam o papel das profissões nobres que muitas crianças e adolescentes almejam.

Nós, que não entendemos o funcionamento da engrenagem, exigimos justiça por parte dos nossos juízes, que os policiais reajam para que possamos “viver uma vida em paz”. Mas não refletimos o que está acontecendo nos vasos capilares da nossa sociedade, pessoas estão na comunidade, morrendo por falta de esperança, estão sendo sustentadas e abastecidas por um sistema de tráfico, estão chorando pelo filho que foi baleado, pelo irmão que morreu de overdose, pelo sonho que não pode ser sonhado.

As músicas da banda Racionais Mc’s, nos levam a sair da zona de conforto, limitante e egoísta e expande nossa visão para um novo horizonte. Um horizonte real, que nos incomoda a tal ponto que, se torna melhor ignorar e fingir que nada está acontecendo, para que a consciência não acuse enquanto reclamamos do assalto ao filho do vizinho, e desejarmos a morte dos assaltantes, ao dizer que “merece morrer”.

Que possamos refletir nessa letra, na motivação de quem a escreveu, a mensagem que ele gostaria de passar ao expressar seus sentimentos.

Vitória Lima Lins Cavalcanti